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    Pais & Filhos

    maio 8th, 2008

    Dia das mães chegando e o filho pródigo vai passar o fim de semana em sua cidade natal.

    Apesar de morar numa cidade próxima (uns 80 km de distância nos separam) eu odeio ir em casa.

    Não pelos meus pais, mas sim pela cidade em si: pequena e que parece não ter nada mais a ver comigo. Não vejo identificação nenhuma mais com a cidade e nem sei como pude ter crescido e me formado por lá.

    Não tenho amigos que moram lá, não tenho o que fazer na cidade e todas as vezes que vou, fico trancado na casa dos meus pais assistindo televisão ou filmes no dvd.

    Minha mãe, é claro, faz sempre aquele drama: filho desnaturado, que não sente saudades, não aparece, está sempre longe.

    O que nem é tão verdade assim pois, gostando ou não, eventualmente eu vou lá, nem que seja pra dar um beijo, comer comidinha de mamãe, dormir e voltar no dia seguinte pra minha atual cidade.

    Mas dessa vez vou pra passar longos 3 dias em casa, mas, tenho de admitir, estou morrendo de saudades deles.

    Meus pais são uns amores e sempre fizeram o possível e o impossível por mim.

    Se eles sabem?

    Nunca falei e nem pretendo. Acho desnecessário.

    Sempre me viram namorando mulheres e, agora que estou morando em outra cidade, não sabem com quem eu saio ou deixo de sair.

    Se desconfiam?

    Não sei. Mas são pais e, segundo dizem, conhecem bem os filhos. Não sou afeminado, nem tenho trejeitos, me visto como homem e sou homem. Então não posso dizer se eles desconfiam de mim ou não.

    O que mais me chatearia se eles soubessem seria o fato de que sofreriam com isso, se culpariam e se martirizariam. Culpa de sua formação religiosa.

    Estava assistindo esses dias um episódio de Queer as Folk, a série com temática gay e vi o relacionamento de um dos personagens com a mãe que sabe e aceita o filho gay e da mãe que está descobrindo agora que seu filho adolescente é gay. Acho que minha mãe faria um drama tremendo, afinal ela é a rainha dos dramas (Oscar pra ela!).

    Mas como não levanto bandeiras, nem quero expor demais minha vida, prefiro ficar na minha, vivendo desse meu jeito.

    Eles não perguntam e eu não falo nada.

    Se é a melhor forma?
    Não sei, mas é o jeito que vivo e estou bem assim.

    Pra que mais?

    Amo meus pais e sou amado por eles.

    E acho que isso basta.


    O 1º Mês

    maio 5th, 2008

    Fim de semana de calmaria, daqueles em que o máximo feito foi ficar em casa, jogado no sofá, assistindo televisão e esperando a hora passar.
    Acompanhado do namorado então, nada melhor.

    Aliás, eu adoro fazer nada acompanhado do meu namorado preguiçoso. Só ficar deitado, abraçadinho, assistindo televisão ou cochilando, quer coisa melhor?
    E hoje é um dia especial para nós: fazemos um mês de namoro.
    Eu, que nunca pensei em namorar um homem, tô encarando isso super bem. A palavra NAMORADO deixou de ser tão pesada e hoje apenas me remete ao sorriso encantador do meu namorado (quantas vezes uso essa palavra, putz). Também, comecei bem, em grande estilo, com um cara super do bem e que eu costumo comparar à agulha no palheiro.

    Nesse um mês tanta coisa aconteceu. Entrei de cabeça nessa relação, troquei de apartamento, passei a morar sozinho, enfrentei alguns revezes profissionais. Foi um mês intenso, mais inteso que muitos anos.

    Mas tive o namorado do meu lado, me apoiando, me dando bronca, me incentivando e instigando.

    Tá bom demais, só isso. Não tenho a pretensão de que será eterno, mas parafraseando o poeta, espero que seja infinito enquanto dure (e vai durar muito, tenho certeza!).
    Enfim, um post inteiro praticamente falando sobre o namorado e nossa relação. Mas tudo bem, né? Afinal, não é todo dia que se faz um mês de namoro.
    Abraços