• Home
  • O Autor
  •  

    Fragmentos Desfragmentados E Desconexos – Fim de Ano e Afins

    dezembro 27th, 2008

    fogos1“A festa vai começar, leve tudo
    Que é de bom pro ano novo que virá,
    Leve o seu abraço, leve seu beijo,
    Leve seu sorriso, leve todos seus desejos,
    Pega leve com as pessoas
    Que gostam de você,
    Pega leve com a vida,
    Pega leve com o seu bem querer,
    Pega leve com os amigos,
    Vamos comemorar,
    Você está na boa
    Mas pode melhorar….
    (Pega Leve – Ivete Sangalo)

     

    =>Exatamente um dia após o post sobre a Zenaide, ela desapareceu daqui de casa.
    Isso renderá um post em janeiro.
    Definitivamente, não me dou com pererecas.

    =>Natal passou e eu nem falei nada por aqui.
    Não liguem. É que nunca fui natalino (na verdade, minha família nem comemora natal, logo, não tenho esse hábito também).
    Mas, enfim, feliz pós-natal a todos!
    Mesmo assim, o Natal foi na casa dos pais, fazendo absolutamente nada.
    E como eu adoro fazer nada em casa, deitado na rede, comendo churrasco feito pelo meu pai, ouvindo as lamentações de sempre da minha mãe, ganhando todos os mimos da minha avó, rindo muito das aventuras do meu primo de 16 anos.
    Eu fico meses sem aparecer por lá, ouço minha mãe jogar na minha cara que sou um desnaturado que some, mas, fala sério, isso é família, né?
    E eu, apesar de todos os pesares, AMO a minha!

    =>Fim de ano é tempo de levantamentos e de ver o que podemos e o que não podemos mudar em nossa vida, né?
    Fantástica essa oportunidade que temos pra recarregar as energias (e as esperanças).
    Meu ano novo vai ser divertido, tenho certeza.
    Minha amiga Fabi, de São José dos Campos/SP já se encontra aqui no meu ap e vamos passar juntos, em Copacabana, com Mr. Angel e Daniel.
    Diversão garantida, certamente.
    (Entretanto, tenho certeza absoluta que na hora dos fogos vou olhar para o lado e sentir a falta do meu namorado, que mais que isso, é meu amigo, companheiro e, atualmente, minha melhor companhia. Amo aquele mané de olhos verdes!)

    =>Com a Fabi aqui em casa, pelo menos, o tempo passa mais rápido e divertido.
    Temos o mesmo temperamento: preguiçosos e gulosos.
    É tanta televisão e comida, que vou falar.
    Mas já sei que terei que fazer os mesmos passeios de sempre que ela faz aqui em Petrópolis (é claro, que a Rua Teresa é o preferido dela, eu mereço!).
    Isso, é claro, se a chuva der uma trégua.
    Porque abriram as torneirinhas lá no céu e não fecham de jeito nenhum!

    =>Promessas para 2009?
    Ixi, tenho algumas.
    Mas por hora, acho melhor agradecer por tudo que consegui e conquistei em 2008.
    E não foi pouca coisa não!
    Lembro como se fosse ontem da noite de 31 de dezembro de 2007, dos fogos, do meu choro desenfreado por um filho da puta que não me merecia (a Fabi tava comigo! 2° Ano Novo juntos, êêê) e da promessa de que nesse ano eu tomaria vergonha na cara.
    Tomei. Cresci. Amadureci.
    E por isso e por todo o resto eu tenho muito que agradecer e ser grato.
    2008 foi PERFEITO!

    =>No mais, um grande abraço para todos vocês.
    Afinal, foi por causa desse blog que conheci tanta gente legal.
    E nos encontramos no ano que vem (que já está batendo na porta).
    Beijão a todos!


    Zenaide e Eu

    dezembro 21st, 2008

    zenaide“É que a Zenaide me largou
    Não esqueço do cheiro 
    E nem do sabor

    Não esqueço o dia
    Em que tudo começou

    E pra parar com isso
    Eu mergulho na pinga

    E do jeito que eu tô
    Não vai sobrar mais nada

    Pra contar história
    E o pior é que eu acho
    Que é isso que eu quero,

    Eu troquei a Zenaide por pinga…”
    Marvada Pinga – Zenaide (Henrique e Hernane)

    Era uma vez uma perereca.
    Mas não era uma perereca comum, dessas de brejo.
    Era uma perereca albina, aquática, que vivia num aquário na casa de um jovem rapaz lindo de olhos verdes e sorriso sincero.
    A história dos dois começou em maio, no aniversário do rapaz de olhos verdes. Seus amigos decidiram ser originais e o presentearam com a perereca.
    O jovem de olhos verdes, com seu aquário vazio depois da morte de seu Beta, adorou o presente e a batizou de Zenaide.
    Eu entrei na história meses depois, quando comecei a namorar o rapaz de olhos verdes.
    Vi a perereca no aquário e pensei comigo: ‘Eeeecaaaa!
    Mas aos poucos fui me acostumando com sua presença e não a achei mais tão nojenta.
    Fim de ano letivo na faculdade, namorado indo embora para sua cidade natal e o pedido:
    ‘Fica com a Zenaide pra mim nas férias? Cuida dela? Promete que não vai matá-la?’
    E assim, desde domingo, tenho uma companhia aqui no meu apartamento que, antes da Zenaide era apenas habitado por mim e pelos dois bichos de pelúcia que tenho aqui: um leãozinho (presente da minha ex namorada) e um sapo (presente do meu ex namorado).
    E assim estou cuidando de Zenaide, a perereca do meu namorado.
    Já nos primeiros dias notei que meu namorado não tava cuidando direito da Zenaide. Ela tava magrinha e apática…
    Como meu apartamento é mais iluminado que o dele e o local onde encontra-se o aquário toma uma boa dose de claridade diariamente, hoje acho Zenaide uma perereca mais feliz. Fora que ela tem se alimentado bastante e está mais gordinha. E vive nadando feliz dentro do aquário, às vezes parecendo uma louca quando resolve bater a cabeça descontroladamente contra o vidro quando eu vou brincar com ela. Até mesmo trocou de pele nessa semana que está aqui. O que devo dizer, frustrou e muito meu namorado que exclamou no msn: ‘Mas ela tá comigo tem tanto tempo! Pq tinha de trocar de pele logo quando está com vc?’
    Hoje (domingo) troquei a água do aquário, fiz uma limpeza e Zenaide nada feliz nas águas cristalinas de seu aquário sobre o hack da minha sala.
    E se vivemos felizes para sempre?
    Claro! Eu e a perereca do meu namorado!

    OBS1: A foto que ilustra esse post é da propria Zenaide dentro de seu aquário.
    OBS2: A música do post é de onde meu namorado tirou o nome que batiza a perereca. Coisa do pessoal da turma dele da faculdade que adora esses sertanejos universitários.


    Promessas & Perspectivas

    dezembro 19th, 2008

     futuro“Sou um animal sentimental
    Me apego facilmente ao que desperta meu desejo
    Tente me obrigar a fazer o que não quero
    E você vai logo ver o que acontece
    Acho que entendo o que você quis me dizer
    Mas existem outras coisas
    Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade,
    Tudo está perdido mas existem possibilidades”
    Sereníssima (Legião Urbana)

    Vivemos cada dia tentando responder a milhões de perguntas.
    E a cada dia essas perguntas se multiplicam e multiplicam.
    Procuramos saber que profissão iremos seguir, que curso escolher, que passeios fazer, que amigos ter.
    Buscamos alguém que nos queira também e imaginamos o nosso futuro ao lado desse alguém: sonhos, planos.
    Eu confesso: sou um sonhador!
    Daqueles irreversíveis, que sonham acordado, acreditam no amor, na bondade do ser humano, no caráter das pessoas.
    Tenho um lado Poliana que insiste em se manifestar. Não adianta mesmo, sempre acho que há algo bom, mesmo quando tudo tá dando errado. Acho que Renato Russo estava inspiradíssimo quando escreveu a estrofe de Sereníssima, onde ele diz que tudo está perdido, mas existem possibilidades.
    Quantas vezes não foi numa hora de sufoco que uma idéia brilhante surgiu?
    E conforme muita gente diz, a única coisa dessa vida que não tem solução é a morte.
    Mas estamos vivos e temos de fazer isso valer a pena.
    E procuro fazer isso a cada instante, a cada minuto. Fazer a vida valer a pena, por que não sei até quando ela vai durar.
    Posso estar soando meio trágico, mas a vida é tão frágil. Hoje estamos vivos, cheio de planos, mas o amanhã não nos pertence.
    Pra quê então ficar perdendo tempo com coisas sem sentido, com mágoas desnecessárias, com complicações inventadas por nós mesmos?
    Por que corremos tanto atrás da felicidade e quando ela tá ali, cara a cara com a gente, amarelamos?
    Medo? Medo de encarar desafios, de se machucar, de machucar outras pessoas?
    Tudo disfarce. Isso é desculpa das mais esfarrapadas.
    O maior medo é de encarar a felicidade!
    Não quero esse medo mais presente na minha vida. Sei que nem tudo é fácil, que existem burocracias, mas decidi simplificar o máximo que eu puder.
    Quero ser feliz ao lado dos meus amigos e dizer a cada um deles o quanto os amo e são importantes pra mim.
    Quero abraçar minha família e deixá-los saber que mesmo quando eu não digo, devo tudo o que sou a eles.
    Quero olhar nos olhos do meu namorado, que me tem feito sonhar acordado, e dizer com todas as letras: “Eu vou embarcar nessa contigo, porque isso é o que me importa agora!”
    Não quero mais correr atrás de perguntas sem respostas.
    O que me interessa agora é escrever o roteiro da minha vida.
    Pois tenho certeza, que as tais perguntas que não querem calar um dia se responderão por si mesmas…
    Mas nesse dia, outras perguntas surgirão…
    Vai ser ótimo. Mas não vou me consumir por causa de incertezas.
    Porque o que me importa é ser feliz.
    Agora!


    O Tiozinho Sem Noção

    dezembro 17th, 2008

     tiozinho“A mulecada só vive na pindura
    Enquanto os tiozinhos anda com grana pura

    A mulecada só vive andando a pé
    A turma dos tiozinhos te carro, cabe olé
    Na minha idade não fico mais sozinho
    Os mano quer zueira, as minas quer tiozinho…”
    Funk do Tiozinho (Mc Tiozinho)

     

    Terça-feira de manhã, eu indo pro trabalho.
    Petrópolis chuvosa (como sempre), ao invés de pegar o ônibus de sempre (mais rápido, porém, mais cheio) peguei um ônibus que ao invés de ir direto para o centro passaria por um bairro (10 min a mais, entretanto, certeza de ir sentado).
    No ponto seguinte ao meu entrou um tiozinho (aproximadamente 60 anos, cabelos fartos e grisalhos, gordinho) e sentou do meu lado…
    Uma porção de bancos vazios no ônibus e ele sentando ao meu lado. Odiei de cara!
    Eu distraído, lendo O Rei do Inverno, de Bernard Corwell, nem tinha reparado direito no cidadão.
    O tiozinho, sem noção, virava a cabeça e tentava ler o que eu lia. Eu já estressado, quando ele, do nada, puxa papo comigo:
    ‘O que o rapazinho está lendo?’
    Eu, muito simpático: ‘Um livro!’ (não sou a pessoa mais simpática de manhã, indo pro trabalho).
    E continuei lendo e ainda peguei e coloquei fone do meu player e coloquei no ouvido.
    Mas o tiozinho fdp não satisfeito, começou a esfregar a perna dele na minha!
    Com raiva, me levantei e troquei de lugar. Não foi suficiente, já que ele passou quase todo o trajeto virado para o meu lado e encarando a minha cara.
    Alguns pontos antes do meu ele puxou o sinal e se levantou.
    Mas antes de descer, passou por mim e jogou um bilhetinho sobre o meu livro. Um nome, um telefone e uma mensagem rabiscada:

    ‘Eu sei que você me quer. Me liga’

    Eu mereço, né?
    Mas claro que devo merecer! 


    Crônica De Uma Ausência

    dezembro 15th, 2008

     viver_sem_paix_o_imperdo_vel“E a saudade em mim agora
    Quanto tempo será que demora
    Um mês pra passar?
    Ser campeão da copa do mundo
    Um dia em Saturno
    Pra criança que não sabe contar
    Vai levar um tempão…”
    Quanto Tempo Demora Um Mês
    (Biquíni Cavadão)

    Estou apaixonado.
    Fato!
    A gente está com a pessoa todos os dias, se sente bem ao lado dela, sabe que gosta.
    Mas, no dia a dia, isso vira algo cotidiano. É ótimo, claro, mas você não consegue mensurar o tamanho do sentimento.
    E então algo acontece e você tem a certeza absoluta disso.
    E eu tenho.
    Sábado à tarde, um erro meu (grosseiro, besta, idiota!) e eu tive a impressão de que meu namoro acabaria. E nunca imaginei que isso doeria tanto, que me imaginar sem ele me afetaria de tal modo. Mas uma conversa franca e o assunto foi resolvido.
    Respirei aliviado e acordar ao lado dele no domingo me fez ter a certeza de que tenho sido o cara mais feliz do mundo.

    Domingo à noite, 19:15h.
    Nós dois na rodoviária de Petrópolis, ele indo embora para sua cidade no sul de MG para passar as férias da faculdade.
    Um aperto no peito, uma sensação de vazio, uma saudade mesmo estando ao lado dele.
    Um abraço apertado, o choro engolido, ele embarcando.
    Saudade, muita saudade!

    De volta à minha casa, meu minúsculo apartamento se tornou imenso.
    Na minha cama, o seu cheiro. Na minha boca, o seu gosto.
    Em meu peito, sua falta.
    E a certeza de que estou irremediavelmente apaixonado.