Big Brother Brasil
janeiro 18th, 2009
“Se você soubesse
Quem você é
Até onde vai a sua fé
O que você faria?
Pagaria pra ver?
Se pudesse escolher
Entre o bem e o mal
Ser ou não ser
Se querer é poder
Tem que ir até o final
Se quiser vencer…”
Vida Real (RPM)
Sempre me diverti assistindo e não entro nos méritos se o programa é bom ou ruim. Eu gosto e isso me basta.
E não é por assistí-lo que me considero alienado ou burro. Muito pelo contrário. Para mim é apenas mais um programa de televisão que desperta minha curiosidade e me diverte durante o tempo que estou parado na frente da televisão.
Esclarecido isso, tenho de dizer que estou curtindo muito o programa que começou na última terça.
Convenhamos que a premissa é excelente. Um bando de pessoas diferentes de si, obrigadas a conviver dentro de uma casa em busca de um prêmio de R$ 1 milhão.
E já nessa primeira semana do programa já vimos o que há de pior no ser humano no papel da participante Naiá: uma senhora com mais de 60 anos que só abre a boca pra falar merda.
O que ela falou durante a semana sobre os judeus foi enojante e, pior, exatamente o que muita gente pensa sobre esse povo. E como preconceito é uma coisa para a qual não tenho saco, a mulher que poderia servir como exemplo dentro do programa (a participante idosa, a divertida, a pessoa alto astral) foi ao fundo do poço na minha opinião. Afinal, para mim, as mesmas pessoas que são capazes de discriminar um judeu o farão com um negro ou com um gay, por exemplo.
Mas voltando ao que queria dizer inicialmente: o programa que poderia já ter caído numa fórmula batida, se reiventa a cada edição e o Boninho é um mestre ao criar tantas novidades.
No sábado, com meu melhor amigo de BH me visitando e meu namorado na cidade (já que teve de vir fazer uma prova na faculdade) decidimos pegar uma prainha e curtir o dia de sol e calor. O 4° integrante do grupo, outro amigo daqui de Petrópolis, sugeriu um passeio pela Barra, um jantar e uma ida ao shopping. E assim fomos parar no Via Parque, onde foi construída a tal casa de vidro que abriga os 4 bigbrothers que foram ‘barrados’ no inicio do programa e que disputam a última chance de entrar na casa do Projac.
Vendo pela televisão a tal casa de vidro não dá pra ter uma idéia do que realmente é: uma jaula, como num zoológico. É apertada e os quatro ficam lá o dia todo sendo observados por milhares de pessoas o tempo todo. E eles não perdem o pique, pedem voto, gritam para um público afoito por ver pessoas ‘normais’ virando celebridades na televisão de uma hora pra outra.
Surreal aquilo lá. Cheguei a ficar com pena dos quatro. Mas uma pena que durou pouco tempo, afinal, eles escolheram participar do programa. E, um deles, vai parar na casa do Projac e pode sair de lá com R$ 1 milhão no bolso.
Coitados?
Coitado de mim, que nunca entraria num programa do tipo e que terei de trabalhar MUITO ainda até conseguir o meu primeiro milhão.
“You grieve, you learn
“Se toda coincidência
“Sexy coma, sexy trauma
“Às vezes dá preguiça