Quadrilha Pós-Moderna
abril 15th, 2009
“Vamos ficar, vamos fazer
Vocês e eu, eus e você
Vamos gozar, vamos viver
Vocês e eu, eus e você…”
Poligamia (Kid Abelha)
Heleninha se depilou, tomou aquele banho demorado, se perfumou e escolheu uma lingerie bem provocante. Enquanto isso, no mesmo banheiro, Augusto fazia a barba.
-Nervosa, Heleninha?
-Um pouco só… Mas vai ser bom! Eu acho! Espero, na verdade!
-Calma, Heleninha! Vai dar tudo certo! Tudo foi acertado.
Suelen e Mario estacionaram o carro e ficaram um bom tempo conversando antes de se encaminharem para dentro do restaurante.
Haviam repassado seu texto juntos e se julgavam perfeitos.
O jantar foi regado a vinho e a conversa, que começou tímida e formal, já tinha um clima de putaria total.
Heleninha, sentada ao lado de Augusto, por debaixo da mesa acariciava o pau de Mário com os pés, que não via a hora de terminarem aquela experiência num motel.
E lá foram eles.
No motel, Heleninha beijava Augusto, que beijava Suelen, que beijava Mario, que beijava Heleninha, que beijava Suelen, que beijava todo mundo.
Roupas no chão, corpos suados e uma loucura sem fim.
Extasiados, agradeciam a invenção das salas de bate papo.
Na noite seguinte, em sua cama de casal, Suelen e Mário se acariciavam e o tesão dominava o quarto.
Mário beijava o pescoço de Suelen, descia para seu seio, seu barriga e continuava descendo…
E Suelen gemia…
‘Augusto… Augusto…’
Na outra casa, Augusto e Heleninha tentavam novas posições.
Heleninha vestia uma calcinha com consolo e dominava o marido que só pensava em como não conseguira tirar os olhos do pau de Mário na noite anterior…
Na manhã seguinte, vida normal.
Afinal, nem só de putaria vive a humanidade.
Será?
—
Texto originalmente publicado no Mentes Discrepantes, em 29/03/2009, cujo tema da semana era Troca de Casais.
O Mentes Discrepantes é um blog escrito por quatro pessoas completamente diferentes entre si que a cada semana falam sobre um assunto específico, escolhido pelos leitores do blog através de uma enquete. Textos inéditos sempre aos domingos e quartas.
“Eu quero mais é beijar na boca
“
“Ninguém merece, ninguém merece