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    O Lado Bom de Ser Gay

    abril 27th, 2010

    Ando sumido, né?

    Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, muitas inquietações, muitas baladas, muita VIDA rolando por essas bandas!

    Mas pra não deixar aqui muito abandonado deixo esse vídeo que SEMPRE me gera muitas gargalhadas. Com vocês, O Lado Bom de Ser Gay:

    Em breve volto com a programação normal!

    ;-)


    As Palavras e a Chuva

    abril 6th, 2010

    E nesse dia de caos no Rio de Janeiro, fiquei em casa, no conforto do meu lar, obedecendo rigorosamente as ordens do prefeito e do governador do Rio, que mandaram ninguém sair de casa para evitar contratempos.

    Com uma tragédia dessas proporções, causadas por uma chuva (incessante, diga-se de passagem) é que nos paramos para perguntar onde está a estrutura de uma das maiores e mais importantes cidades do Brasil, cartão de visita do país para o resto do mundo, futura sede de Copa e Olimpíadas? Triste, muito triste. E essas águas de abril não são poéticas, são amedrontadoras.

    E em dias assim, contemplativos, ficamos todos pensando em nós, no próximo, na vida e no mundo. No que fazemos de diferente, no que pode ser feito para melhorar (a nós e ao mundo).

    No geral, estou bem. Conhecendo pessoas interessantes, me conhecendo um pouquinho mais. Fazendo amigos e estreitando velhas relações.

    E fico aqui, olhando pela janela, observando a vida passar, enquanto a chuva insiste em cair. Ou seria o céu a chorar? Vá saber!

    “Chove lá fora e aqui faz tanto frio
    Me dá vontade de saber
    Aonde está você, me telefona
    Me chama, me chama, me chama…”

    Me Chama (Lobão)


    Verbetes Ao Acaso

    março 22nd, 2010

    Acho que não tenho o que dizer. Ou não tenho vontade de dizer. Não sei se são as palavras que não querem sair ou se sou eu a prendê-las dentro de mim.

    Algumas foram as vezes em que abri essa página e comecei a digitar algum post e parei na metade. Qual a relevância disso pra vida do outro? Por que alguém ia querer ler baboseiras sobre a vida de alguém tão desinteressante como eu?

    Estarei em crise ou será uma súbita onda de bom senso que toma conta de mim nesse momento?

    Tantas perguntas, poucas respostas. Me sinto escrevendo o roteiro de algum episódio de Lost, mas não, essa é a minha vida no momento. Sinto-me como se estivesse numa sinuca de bico, com aquelas dúvidas existenciais avassaladoras, do tipo: caso ou compro uma bicicleta? Acho que nem uma coisa nem outra, eu preferia mesmo era pegar um avião e viajar pelo mundo.

    Tenho sonhado acordado e tido pesadelos adormecidos. Quem é o Autor de hoje? Quem será o Autor de amanhã?

    De todas as perguntas que tenho me feito, apenas uma me deu uma resposta satisfatória: sim, estou feliz, apesar dos pesares e aproveitando a vida, um dia de cada vez!

    No geral, vamos indo: meu TOC anda moderado; ainda dói pensar no dito cujo; conheci e saí com pessoas interessantes; não, não estou pronto pra namorar ninguém; sim, eu odeio o Dourado; o teor alcóolico melhora o meu inglês; e estou vendendo o meu carro.

    Porque eu sou assim. Um amontoado de clichês e adepto das filosofias de botequim.

    Mas, o que tudo isso importa? Tudo ou nada! Só sei que me olhei no espelho e resolvi raspar o cabelo! E assim, de máquina 2, vou sendo feliz!

    Carpe Diem!

    “Sweet dreams are made of this
    Who am I to disagree?
    I traveled the world and the seven seas
    Everybody’s looking for something
    Some of them want to use you
    Some of them want to get used by you
    Some of them want to abuse you
    Some of them want to be abused…”
    Sweet Dreams (Eurythmics)


    Amizades, circunstâncias e afinidades

    janeiro 27th, 2010

    amigos-adeus

    Tenho uma amiga que diz que amizades são circunstanciais. Que amigos não são eternos e que acabamos, ao longo da vida, peneirando quem realmente fica e sai do nosso caminho. Não sei se concordo com ela, pois essa visão me parece um tanto quanto simplista das coisas, coloca as pessoas como descartáveis. Mas analisando friamente, não sei se posso discordar.

    Em nossa vida, conhecemos pessoas, nos apegamos a elas, mas, quantas realmente ficam? Amigos do colégio, da faculdade, do trabalho, de festas. Pessoas que até mesmo entram em círculos mais íntimos, conhecem sua família e que, de uma hora pra outra, deixam de fazer parte da sua vida. Os caminhos podem se separar, o contato rarear, brigas podem acontecer. E aquela pessoa que você tanto confiava e pensava que estaria ao seu lado pelo resto da vida uma hora não está mais ali. E, pior, aos poucos você consegue apagá-la ao ponto de, algumas vezes, nem lembranças restarem.

    Estou soando meio amargo? São apenas palavras a esmo, pensamentos soltos motivados por reflexões aleatórias. Eu amo os meus amigos e sou capaz de muito por cada um deles. Mas não posso deixar de pensar em quantos ‘amigos’ hoje em dia são apenas conhecidos, senão meras lembranças numa caixa esquecida.

    No geral, acho que faz parte do processo de crescer e amadurecer. Você aprende com as pessoas à sua volta e, no geral, tira boas lições de tudo que vive. Ninguém passa impunemente pela nossa vida. Até aquele filho da puta que um dia você chamou de amigo pode ensinar algo e ajustar sua postura para que você não cometa um mesmo erro outra vez.

    Ainda bem que é assim, na verdade. Porque minha amiga pode até estar certa e as amizades serem circunstanciais. Mas nós somos únicos e precisamos de seres humanos à nossa volta. Estejam eles por afinidade ou por força das circuntâncias.

    “Todos os dias é um vai e vem,
    A vida se repete na estação
    Tem gente que chega pra ficar,
    Tem gente que vai pra nunca mais
    Tem gente que vem e quer voltar,
    Tem gente que vai e quer ficar,
    Tem gente que veio só olhar,
    Tem gente a sorrir e a chorar…”
    Encontros e Despedidas (Maria Rita)


    A Chuva, a Felicidade e Algumas Linhas Mal Redigidas…

    dezembro 4th, 2009

    Chuva

    Nesse exato momento chove lá fora. É sexta-feira, o expedimente se arrasta, tenho uma festa pra ir logo mais (Cliperama, no Cine Lapa) e estou me sentindo feliz. Não aquela felicidade completa, absoluta. Não uma felicidade causada por um acontecimento extraordinário. Tô feliz, só isso. E é tão bom me sentir feliz sem um motivo específico.

    Eu gosto de chuva. Tá, o Rio é a cidade do sol, da praia… e do calor! E confesso que hoje de manhã, ao olhar pela janela e ver aquele dia cinza, fiquei mais feliz. Uma súbita saudade de Petrópolis, com seus dias quase que sempre nublados? Talvez, vá saber.

    O clima de fim de ano tomando conta das pessoas, uma (falsa) amabilidade pairando sobre todos e eu aqui, feliz sem motivo. Sem ninguém. Sem nada concreto. Just happy.

    Meus planos? Estarei em São Paulo na próxima semana (de sexta a domingo e vocês já estão convocados a me verem, já que estou marcando balada – odeio essa palavra tão… paulista – pra reunir todo mundo que ainda não conheço e quero muito conhecer daí da terra da garoa), no natal vou pra casa, ano novo em Buenos Aires e um período curto de férias no início do ano. Nada demais, apenas planos imediatos, que em nada influenciam nessa minha felicidade não eufórica.

    Chove lá fora. E eu me perco nas palavras do que quero (ou não) dizer. Chove lá fora e me sinto feliz. Chove lá fora e eu me sinto inundar.

    Vontade boba de sair para a chuva sem me preocupar com nada, apenas para sentir as gotas a me molhar. Vontade de ser criança novamente. Saudade, na verdade. De um tempo que já passou e que, graças a tudo vivido, me transformou em quem hoje sou.

    Chove lá fora. Aqui dentro, felicidade. As palavras? Bem, as palavras hoje estão um pouco confusas, mas nem isso me preocupa, pois o que sinto é muito maior do que poderia descrever.

    “If your lips feel lonely and thirsty
    Kiss the rain and wait for the dawn
    Keep in mind we’re under the same sky
    And the nights as empty for me, as you…”

    Kiss the Rain (Billie Myers)