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    Devaneios de Edredon

    O frio intenso dessa cidade do interior algumas vezes me faz esquecer que estou no Rio, apesar de estar bem próximo da capital.

    O vento gelado, a neblina, quase sempre a chuva.

    E nesses dias o que o que eu mais queria era um abraço.

    Distância é uma coisa foda, definitivamente.

    E vou seguindo essa rotina: acordar cedo, trabalhar, voltar pra casa, teclar com o namorado no msn, assistir seriados e me enrolar no edredon enquanto o sono não vem.

    E o problema é exatamente esse ‘enquanto o sono não vem’.

    A cama espaçosa, os travesseiros, o cheiro, a lembrança, a vontade.

    O namorado distante, pelo menos fisicamente. Mas sempre presente de alguma forma, seja por uma mensagem, por uma ligação, por uma conversa no msn.

    A mente vagueia e eu me pergunto: ‘em qual momento eu me entreguei? Em qual momento eu baixei a guarda e me permiti viver isso de forma tão intensa?’

    Não sei, não tenho resposta.

    Pode parecer estranho, mas acho que desde o início eu sabia que isso iria acontecer. Não sei se foram as conversas iniciais ou a primeira vez que o vi sorrindo. Não sei se foi quando seus lábios tocaram os meus ou quando precisava muito de atenção e ele me aqueceu em seu abraço.

    Só sei bem o que estou sentindo e a importância dele na minha vida.

    E fico triste por não poder estar junto dele amanhã (quarta-feira) para comemorarmos juntos o seu aniversário.

    Só posso garantir que pensarei bastante nele (mais?) e contarei os dias para estar junto com ele novamente nos meus braços num abraço apertado e cheio de carinho.

    9 Responses to “Devaneios de Edredon”

    1. Clebs disse:

      No ofence, mas bateu uma melancolia….um aperto no coração. Os alpes Petrolinos fazem isso com o ser humano… vem chegando o inverno e todo mundo vai ficando mais romântico.

      Mas achei phopho.

      Obrigado pelo elogio e pelo coment no meu blogueeeenho.

      Segura as pontas!

      Abração!

    2. disse:

      Lindeza de palavras.

      Matar saudade com abraço quente e apertado, é a melhor coisa.

      Beijo meu, e obrigada pela visita!

    3. misterangel disse:

      nossa… quanto amor pra dar heim????
      hahahahahahahahaha
      isso até o dia q vc enjoar e casar, hehehehe

      with love e adorando namorar o vizinho

      mister angel.

    4. Maninha disse:

      Autor,

      Ah… devaneios de Edredon é a sua cara, não?

      Delicioso o texto… maravilhoso te ver VIVENDO, CURTINDO INTENSAMENTE!

      Vá fundo!

      Bjo

    5. Karine Leão disse:

      Autor querido,

      Viajo em seus posts… e, como amo as cidades serranas do Rio, fico aqui babando de inveja (branca, claro!) com o cenário de sua linda história de amor!

      Amo o amor e acho perfeito a exposição que você faz aqui!

      Beijão Karinhoso,

    6. loba disse:

      Li seus posts com tanta avidez que agora fiquei me perguntando: será isso uma curiosidade mórbida e super humana? Pode ser. Mas acho que é mais. É carinho e felicidade por te ver feliz. Mesmo esta saudade que te acompanha até o sono chegar é gostosa, porque antecede um encontro – independente do qto isso pode demorar ou nao!
      Alem disso, é gostoso ler seus textos. Sempre foi. Sua escrita flui de forma leve bonita.
      E chega! rs…
      Um beijo de loba-mãe!!!

    7. Singra o mar velho barco de pesca. Fira as águas com sua carena adentrando no perigo. Leva consigo o jovem pescador que na praia deixou chorosa a sua amada a rezar por ele.
      Vá no sopro do vento. Siga a sua sina sem pressa, mas não deixe de voltar ligeiro ou ela que não o esquece talvez morra de saudade ou de amor. – silvioafonso -

    8. Sieger disse:

      muito bonito…
      alivie com um telefonema, mas mate com um abraço…

    9. DO disse:

      Estas ausencias fisicas são mesmo terriveis. Ainda que vivamos num mundo que sempre possa nos aproximar.
      Mas nada substitui o olho no olho.
      Abração!!

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