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    Amizades, circunstâncias e afinidades

    janeiro 27th, 2010

    amigos-adeus

    Tenho uma amiga que diz que amizades são circunstanciais. Que amigos não são eternos e que acabamos, ao longo da vida, peneirando quem realmente fica e sai do nosso caminho. Não sei se concordo com ela, pois essa visão me parece um tanto quanto simplista das coisas, coloca as pessoas como descartáveis. Mas analisando friamente, não sei se posso discordar.

    Em nossa vida, conhecemos pessoas, nos apegamos a elas, mas, quantas realmente ficam? Amigos do colégio, da faculdade, do trabalho, de festas. Pessoas que até mesmo entram em círculos mais íntimos, conhecem sua família e que, de uma hora pra outra, deixam de fazer parte da sua vida. Os caminhos podem se separar, o contato rarear, brigas podem acontecer. E aquela pessoa que você tanto confiava e pensava que estaria ao seu lado pelo resto da vida uma hora não está mais ali. E, pior, aos poucos você consegue apagá-la ao ponto de, algumas vezes, nem lembranças restarem.

    Estou soando meio amargo? São apenas palavras a esmo, pensamentos soltos motivados por reflexões aleatórias. Eu amo os meus amigos e sou capaz de muito por cada um deles. Mas não posso deixar de pensar em quantos ‘amigos’ hoje em dia são apenas conhecidos, senão meras lembranças numa caixa esquecida.

    No geral, acho que faz parte do processo de crescer e amadurecer. Você aprende com as pessoas à sua volta e, no geral, tira boas lições de tudo que vive. Ninguém passa impunemente pela nossa vida. Até aquele filho da puta que um dia você chamou de amigo pode ensinar algo e ajustar sua postura para que você não cometa um mesmo erro outra vez.

    Ainda bem que é assim, na verdade. Porque minha amiga pode até estar certa e as amizades serem circunstanciais. Mas nós somos únicos e precisamos de seres humanos à nossa volta. Estejam eles por afinidade ou por força das circuntâncias.

    “Todos os dias é um vai e vem,
    A vida se repete na estação
    Tem gente que chega pra ficar,
    Tem gente que vai pra nunca mais
    Tem gente que vem e quer voltar,
    Tem gente que vai e quer ficar,
    Tem gente que veio só olhar,
    Tem gente a sorrir e a chorar…”
    Encontros e Despedidas (Maria Rita)


    Um Novo Ano, Mil Perspectivas

    janeiro 20th, 2010

    anonovo

    E 2010 começou. Não pra valer, é claro, afinal ainda não passou o carnaval, mas oficialmente, o ano começou no dia 01 de janeiro.

    Minha virada de ano foi atípica. De viagem pra Buenos Aires, cheguei no aeroporto da cidade às 22:30 e fiquei preso lá até as 23:30. Incrível, não havia um taxi sequer naquela cidade! A sorte foi que achamos um ‘taxista’ no mercado negro, me juntei com outros 3 brasileiros e pagamos o absurdo de 98 dólares que ele nos cobrou para nos deixar no centro da capital dos hermanos. O que a gente não faz pra chegar a um lugar, né?

    Acabou que passei a virada do ano no centro de Buenos Aires, me encaminhando para o Obelisco acompanhado de dois amigos muito queridos. Mas foi a coisa mais sem graça do mundo, afinal, os argentinos não sabem comemorar o ano novo. Pelo menos não como nós, brasileiros. O ano novo lá é comemorado em casa, junto da família. Fogos? Uns bem poucos e esparsos.

    Tirando isso, as férias em Buenos Aires foram perfeitas. 12 dias de descanso e diversão. Conheci todos os points da cidade e, segundo um amigo, na contabilidade final eu quase poderia trabalhar na ONU: peguei argentinos, ingleses, fraceses, australianos e israelenses. Pois é, eu realmente fiz a limpa na mais européia das capitais das Américas.

    De volta ao Brasil, casa dos pais para repor as energias. E dá-lhe calor!

    Agora, com as férias chegando ao fim, estou de volta ao Rio, ao calor infernal, ao caos urbano que tanto me fascina.

    E o carnaval já tá chegando! E é a hora do tibumpaticundum!

    E o ano de 2010 começou. E começou com tudo! E ele promete!

    Pode vir e pode vir com vontade! Porque eu tô preparado!

    “Às vezes é tormenta, fosse uma navegação.
    Pode ser que o barco vire, também pode ser que não
    Já dei meia volta ao mundo levitando de tesão
    Tanto gozo e sussurro já impressos no colchão.
    Pois sempre tem a cama pronta e rango no fogão
    Luz acesa, me espera no portão, pra você ver
    Que eu tô voltando pra casa, me vê
    Que eu tô voltando pra casa, outra vez…”

    Casa (Lulu Santos)


    Pílulas de Final de Ano

    dezembro 28th, 2009

    ferias

    E o ho ho ho! chega ao fim, ao mesmo passo que o clima de reveillon reina em todo lugar. E, pra não deixar as coisas aqui muito às moscas, venho eu, para atualizar.

    Pílulas, pensamentos avulsos, frases ao acaso. Nada demais. Nada demais. Um pouco de mim. Apenas!

    - Natal em casa, com pai e mãe. Tenho ido cada vez menos em casa e gostado cada vez mais das vezes  que vou. Sinto saudade dos dois (pai e mãe), mas tenho uma verdadeira intolerância à cidade do interior em que nasci e fui criado. Basta chegar lá para, imediatamente, começar a contagem pensando em quando volto ao Rio. No geral, foi um Natal atípico: eu doente (uma gripe infeliz juntamente com uma infecção na garganta), sendo mimado e não podendo comer TUDO que eu gostaria. Mas mesmo assim, um bom Natal.

      - Dia 27, já de volta ao Rio, com meu amigo B. hospedado em casa, já que viajaremos juntos para o ano novo emendando com 10 dias de férias, fomos pra JukeBox, a famosa festinha sazonal carioca. Tipo assim, quanto adolescente gay, né? Fiquei apavorado quando lá cheguei e morri de rir ao ser literalmente carimbado na mão para poder comprar bebido, já que eu era maior de idade. Mas com o avançar das horas a festa ficou MUITO interessante. Foi um domingo muito legal, bom pra começar o clima de férias!

        - Férias! O plano? Ano novo em Buenos Aires e mais 10 dias pela capital dos hermanos! Muita coisa pra fazer, boas companhias na viagem e muita expectativa. A hora do embarque se aproxima e é por isso que, claro, sumirei um pouco. Mas depois conto tudo, claro. Ou não. Vá saber! Minha casa fica por conta do amigo Mr. Angel, que passa o Ano Novo no Rio com o namorado (sim, o coração de gelo agora tem um namorado, lindo, meu amiguinho já!). Ou seja, até a viagem (dia 30), estarei em casa, no Rio, com meu amigo J., com Mr. Angel e o namorado, além da Quase Trinta, que chega em breve e vai para Argentina com a gente! Ô bagunça!

          E assim, fico por aqui.

          A todos vocês, amigos conquistados e amados, um feliz 2010! Pode ser clichê, mas não dá pra ser diferente! O Ano Novo nos inspira a ter mais esperança. Então, tenhamos!

          Grade beijo e tudo de bom!

          “No novo tempo, apesar dos perigos
          De todos os pecados, de todos enganos,
          Estamos marcados pra sobreviver,
          Pra sobreviver, pra sobreviver
          No novo tempo, apesar dos castigos
          Estamos em cena, estamos nas ruas,
          Quebrando as algemas pra nos socorrer,
          Pra nos socorrer, pra nos socorrer…”

          Novo Tempo (Ivan Lins)


          Me Espeta Que Eu Te Esfaqueio

          dezembro 18th, 2009

          email

          Nem todo mundo gosta de mim. E nem eu gosto de todo mundo. Por mais acessível que eu possa ser, existem aquelas pessoas com que ‘o santo’ simplesmente não bate ou que eu simplesmente não vá com a cara. E há os famosos ex-amigos, aquelas ervas daninhas que entraram na nossa vida, ficaram lá por um tempo e que depois, graças a Deus, deixaram de fazer parte do nosso círculo de amizades. E é sobre esse tipo de pessoa a quem me refiro aqui.

          Quando saí de casa, não o fiz para morar sozinho. Fui dividir um apartamento com J., então meu amigo. Depois de oito meses dividindo ap e convivendo, cada um foi pra seu lado por questões diversas e daquela amizade nada restou. Não lamento e até acho bom tudo que aconteceu, pois gosto de pessoas que agreguem algo à minha vida.

          Fui morar sozinho, cresci, amadureci, mudei de cidade e nunca mais nos falamos, nem pretendo voltar a falar. Mas essa semana aconteceu uma situação tão surreal e escrota que eu fiquei sem reação com ela.

          Uma amiga mandou um email desses que a gente encaminha para todo mundo, com um videozinho engraçado que nos faz rir por uns instantes. Um outro amigo respondeu ao email dela para todos com um comentário também engraçadinho e eu respondi ao comentário dele para todos, como tenho hábito de fazer, às vezes. E fiz sem olhar quem estava entre os destinatários. E quem estava lá? J., o meu antigo amigo com quem dividi o ap.

          Eu, na situação dele, teria visto o email, lido o comentário e pensado: ‘que idiota, nem pra ver que eu tava na cópia e deletar o meu nome!’. Mas, óbvio, que ele não fez isso. Sabem como é bicha, né? Me mandou um email, só para mim. O que dizia o email? Faço questão de colar aqui:

          Oi!
          Eu ficaria muito contente se vc prestasse um pouco mais de atenção e não me encaminhasse ou me mandasse qualquer tipo e-mail.
          Por favor, tome um pouco mais de cuidado para não cometer esse tipo de engano novamente.
          Obrigado!

          Obs.: Não precisa responder. Assumirei q vc compreendeu, concorda e estará atendendo a minha solicitação.

          Tipo, eu li isso e fiquei sem reação. E me deu uma raiva danada da escrotidão da pessoa. E, óbvio, que eu não ia simplesmente ignorar isso e ‘atender à solicitação’.

          Como eu não presto, respondi, é claro! Mas de forma curta e grossa:

          Cago e ando para o seu contentamento.
          Autor

          E incluí na lista de remetentes indesejáveis do meu email.

          Fui escroto também? Até posso ter sido, mas me diverti ao imaginar a cara do idiota ao ler o que escrevi.

          Desculpa, eu sou infantil às vezes. Mas que algumas pessoas merecem, ah, merecem!

          “Tem gente que está do mesmo lado que você
          Mas deveria estar do lado de lá
          Tem gente que machuca os outros
          Tem gente que não sabe amar
          Tem gente enganando a gente
          Olha a nossa vida como está…
          Mas eu sei que um dia a gente aprende…”
          Mais Uma Vez (Renato Russo)


          Esse estranho mundo paulista…

          dezembro 14th, 2009

          SaoPaulo_jpg

          E finalmente fui a São Paulo. Mais precisamente a Campinas e à capital. Surgiu a oportunidade de ir ver meus queridos amigos campineiros e, claro, que não pensei duas vezes em fazer isso. Fiquei hospedado em Campinas e, se não fosse por um chato mal estar na sexta-feira (na verdade, eu já saí do Rio passando mal) teríamos nos aventurado mais ainda pela capital paulista e não apenas ido curtir a noite de sábado lá.

          Conheci as famosas ‘baladas’ (acho esse termo tãããão paulista!) das duas cidades e, sinceramente, prefiro as cariocas. Tipo, as boates são lindas, com destaque pra The Week São Paulo, que tem quase três vezes o tamanho da do Rio. Mas as pessoas… Paulista é um ser estranho, blasé demais pro meu gosto.

          Adoro a objetividade aqui do Rio. Você vai pra boate, se diverte, se tá afim de ficar em alguém, vai e fica. Claro que tem os que fazem o famoso carão, mas os paulistas são demais. Conversei com 3 pessoas na TW e fiquei com um menino, mesmo assim porque mandei ele calar a boca e beijei. As pessoas ao invés de beijarem logo, ficam de papo, querem conhecer, namorar, casar. Eu beijo primeiro e pergunto depois!

          Outra coisa que achei hilária na The Week de São Paulo foi a dark jungle! No Rio eu só fui em uma boate com dark room (a Le Boy) e achei a coisa mais surreal aquela selva de pegação. O pior é que os mesmos saradões sem camisa que ficavam fazendo carão na pista de dança, entravam felizes da vida na dark jungle pra pegar e chupar mil paus à vontade. Não sou moralista e nem critico. Sabe Deus que já fiz de tudo um pouco nessa vida. Mas acho uma hipocrisia tremenda esse tipo de comportamento de na pista ’sou bom demais pra vc’, enquanto no dark room tudo-é-permitido-só-quero-um-pau-pra-me-refastelar.

          Em Campinas fui a dois bares muito legais e vi muita gente bonita. Aliás, ô povinho pra se vestir bem, né? O povo lá só fala de marca (muitas das quais eu nem sequer ouvi falar) e, além de falar, veste as ditas cujas. Phynos. Mas surreal demais pra mim.

          Saldo final da viagem? Me diverti muito, revi os amigos, ri pra caramba e, apesar de pousar no Rio num domingo chuvoso, agradeci à Deus por essa minha alma de ‘carioca’ e por morar nessa cidade bonita e abençoada por Deus. Porque pra mim, São Paulo, só a passeio!

          “Alguma coisa acontece no meu coração
          Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
          É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
          Da dura poesia concreta de tuas esquinas
          Da deselegância discreta de tuas meninas…”

          Sampa (Caetano Veloso)